A TARDE Educação promove campanha para fortalecer inclusão de pessoas com autismo

O Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, realiza ao longo do mês de abril uma campanha dedicada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Intitulada “Abril Azul”, a iniciativa tem o objetivo disseminar o conhecimento, estimular a empatia e incentivar a importância do respeito às pessoas com autismo, especialmente no ambiente escolar.Entre os conteúdos a serem disponibilizados no Instagram @atardeducacao estão materiais educativos, vídeos informativos e entrevistas com especialistas. A abordagem adotada prioriza a acessibilidade e a sensibilidade, garantindo uma comunicação eficaz e respeitosa sobre o tema.De acordo com a coordenadora de projetos educacionais do Grupo A TARDE , Berta Cunha, a campanha busca promover uma postura mais acolhedora e consciente dentro da comunidade escolar.”Quando professores, alunos e famílias compreendem melhor o que é o TEA e aprendem a lidar com as singularidades de cada indivíduo, o ambiente escolar se torna mais justo, respeitoso e adequado às reais necessidades de todos. Acreditamos que o conhecimento é uma poderosa ferramenta de transformação social, e essa campanha nasce com esse compromisso”, destacou.Os materiais da campanha foram planejados para ter uma aplicação contínua, permitindo que as escolas reforcem a conscientização sobre o autismo ao longo do ano, conforme explica a coordenadora pedagógica do A TARDE Educação , Márcia Firmino.”As escolas podem incorporá-los em projetos pedagógicos, temas temáticos, rodas de conversa, atividades interdisciplinares e ações formativas com docentes e famílias. Mais do que um conteúdo pontual, oferecemos subsídios que incentivam uma prática pedagógica permanente voltada à inclusão, ao acolhimento e à valorização da neurodiversidade”, explicou.Psicoeducação e inclusão: a importância da Abril Azul

A educação é muitas vezes a primeira ferramenta no combate à desinformação e à psicoeducação.

Psicólogo Gilmar Douglas Santos, especialista em Análise do Comportamento Aplicado (ABA) ao TEA e DI

Para fortalecer a importância dessas iniciativas, o psicólogo Gilmar Douglas Santos, especialista em Análise do Comportamento Aplicado (ABA) ao TEA e Deficiência Intelectual (DI), pontua que campanhas como o Abril Azul têm papel essencial na psicoeducação da sociedade sobre o transtorno da espectro autista.“Assim como outros movimentos ao longo do ano, o abril azul tem como objetivo psicoeducar a comunidade brasileira sobre o transtorno do Espectro do Autismo e seus desafios. A educação é muitas vezes a primeira ferramenta no combate à desinformação e à psicoeducação. Políticas de propagação de informações corretas, assim como a capacitação de agentes de saúde e da educação, são ações significativas que podem transformar a forma que o autismo e a inclusão das pessoas com autismo é vista e ocorre na sociedade atualmente”, destacou.

Psicólogo Gilmar Douglas Santos

|  Foto: Lucas Tadeu Santos

O especialista também reforçou a necessidade de uma formação anticapacitista, bem como a de projetos que ensinam sobre neurodiversidade de forma individualizada.”Outro passo seria um bom projeto de inclusão, onde os alunos eram ensinados sobre as diferenças e a importância de aspectos dessas diferenças. Trazer os pares como agentes de mudança social, dando-os possibilidade de não só conhecerem sobre o autismo, mas intervir junto com colegas autistas na construção de alternativas educacionais e sociais”, acrescentou.Gilmar também ressalta que muitas famílias enfrentam desafios significativos no diagnóstico e acompanhamento do TEA, incluindo falta de informação sobre os marcos do neurodesenvolvimento, deficiências de profissionais, altos custos de tratamento e demora na entrega de diagnósticos precoces. Como solução, ele sugere algumas alternativas:Utilização de ferramentas já disponíveis pelo próprio Governo Federal, como por exemplo, a Caderneta da Criança. Nela, há alguns marcos do neurodesenvolvimento, onde os pais podem ir acompanhando e buscar uma avaliação mais detalhada junto ao pediatra que acompanha seus filhos;As escolas tendem a ser os primeiros locais que observam esses atrasos, assim como os primeiros locais que iniciam algum tipo de acompanhamento. Buscar parceria com esses locais e realizar intervenções em conjunto pode ajudar no processo de acompanhamento dessas crianças;Buscar o mais rápido possível uma intervenção precoce, não aguardar o tempo da criança e ignorar respostas de profissionais que aguardarão até os 2 ou 3 anos para que a criança fale ou decida habilidades. Ao primeiro sinal de atraso, devem ser indicados cuidados e acompanhamento (isso diminui os custos a longo prazo além de um melhor prognóstico);Busque locais ou instituições especializadas que possibilitem o acesso ao conhecimento e acompanhamento.Sobre a campanha Abril AzulA campanha Abril Azul é uma iniciativa da A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, com objetivo de promover a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por meio de conteúdos educativos, entrevistas e materiais acessíveis, a ação reforça a importância da inclusão e do respeito à neurodiversidade, incentivando práticas pedagógicas mais acolhedoras e informadas nas escolas.

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