Maior região do Brasil está representada totalmente em Marabá

Os marabaenses têm o Nordeste no seu DNA. Sim, Francisco Coelho, o fundador, e tantos outros pioneiros vieram do Maranhão. Nas décadas seguintes, moradores de outros estados do Nordeste chegaram a Marabá para atuar no extrativismo ou como comerciantes. Atualmente, temos orgulho de ter na cidade pessoas nascidas em todos os estados do Nordeste e que escolheram Marabá para viver.

O Nordeste é a região brasileira com maior número de estados: nove. Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe.

Mais do que apenas habitar a cidade, os nordestinos ajudaram a moldar a identidade de Marabá. Criaram bairros, construíram comunidades, trouxeram sua fé, suas festas e, sobretudo, sua comida. A gastronomia nordestina em Marabá não é apenas um hábito — é uma memória afetiva, uma forma de manter vivas as raízes, mesmo a centenas de quilômetros de suas terras natais.

Para muitos marabaenses de origem nordestina, pratos como baião de dois, cuscuz, carne de sol, sarapatel, feijão verde, buchada e mucunzá representam mais que sabor: são lembranças da infância, da família e das tradições.

Em Marabá, é comum que a culinária do Nordeste esteja presente em almoços de família, nos restaurantes populares, nas festas juninas e até nas feiras livres. Essa comida passou a fazer parte do paladar de todos os marabaenses, inclusive os que não têm origem nordestina.

A mistura com a culinária paraense criou sabores únicos. Em uma mesma mesa, pode-se encontrar pato no tucupi e carne de sol com macaxeira, ou até mesmo tacacá com cuscuz. Essa integração reflete a própria identidade da cidade: uma terra de encontros, de acolhimento e de trocas culturais.

Festas, fé e afeto

A presença nordestina também é fortemente sentida nas manifestações culturais e religiosas. Festas como o São João, com suas comidas típicas e quadrilhas, são celebradas com entusiasmo. Romarias, missas e novenas também preservam a religiosidade nordestina, muitas vezes acompanhadas por pratos tradicionais preparados em comunidade.

A relação entre Marabá e o Nordeste vai além da geografia: é uma ligação de memória, sabor e afeto. A gastronomia é uma das expressões mais marcantes dessa conexão, funcionando como ponte entre o passado e o presente, entre o lar deixado para trás e a nova casa construída. Em Marabá, comer comida nordestina é, para muitos, um jeito de continuar se sentindo em casa — e de manter viva a herança que ajudou a formar a alma da cidade.

E do Nordeste para Marabá, quem chega, fica e se apaixona!

Abaixo, confira depoimentos de nativos dos nove estados do Nordeste que aportaram em Marabá e nunca mais saíram, embora sintam saudade de sua terra natal:

 

 

Arsênio Moreira da Silva Filho, corretor de imóveis

“Eu sou de Maceió, no Alagoas. Estou aqui há 21 anos, vim para passar 30 dias e por causa do programa Acontece, onde fui repórter de rua, eu acabei ficando. Eu cheguei aqui, eu não tinha nada e Marabá é uma terra de oportunidades, se você trabalhar, se você focar, então tem bons resultados. Quando dá saudade eu vou a Maceió, mas volto para cá. É aqui que a gente ganha dinheiro”.

 

Bahia

Isaac de Abreu Santos, autônomo

“Eu vim da cidade de Inhambupe, na Bahia. Antes da pandemia eu fiz um curso em uma empresa baiana, que tem uma filial aqui em Marabá e fui escolhido para trabalhar aqui. Eu acredito, e sempre falo isso, que Marabá é uma cidade que tem muitas oportunidades e só não trabalha quem não quer. Além disso, eu gosto é também gosto muito dos rios de Marabá, apesar de eu não gostar tanto da ideia ir pra uma praia de água doce, por ser da Bahia e lá ter praia de água salgada”.

 

Ceará

Maria Aparecida Ferreira de Queiroz, professora

“Eu vim para Marabá em 2023 porque passei em um concurso público. Durante esse tempo eu percebi que Marabá tem uma diversidade cultural muito grande e vi que a cidade também tem um pouquinho do nordeste. Além de tudo isso, eu estou fazendo um grupo de amizades bons aqui, no trabalho e também na cidade”.

 

Maranhão

Ana Beatriz Ferreira de Oliveira, professora

“Eu sou de São Luís do Maranhão, nascida e criada. É em 2021 eu fui surpreendida com a convocação do concurso público da prefeitura e vim tomar posse do cargo, estou em Marabá há quatro anos. Para mim Marabá é a cidade dos encontros. As pessoas se encontram no ritmo dos rios e fazem esse fluxo todo de resistência. E aqui eu consegui encontrar acolhimento das pessoas e de tudo que para mim faz um sentido afetivo e isso também me conecta com a minha cidade, São Luís.”

 

Paraíba

Lusa Silva, professora e cordelista

“Eu vim para Marabá por acaso e quando eu vi o verde daqui, as águas, eu disse ‘vou ficar aqui’. Marabá é uma terra acolhedora, a gente chega aqui e sente acolhido. Eu quero ser enterrada aqui, quero ficar por aqui. Sou mulher nordestina e vim cumprir minha sina no colo de Marabá”.

Pernambuco

Aimê Carvalho, fotografa

“Eu sou de Pernambuco, natural de Recife e estou em Marabá há cinco anos. Vim com prazo pra voltar, ia passar só três anos e meio, acompanhar meu marido no trabalho e terminei ficando. O principal motivo é a qualidade de vida daqui, comparada com Recife. Não tem muito trânsito, a violência é bem menor. E eu e meu marido achamos Marabá de portas abertas para nos receber. Me senti acolhida e pertencente à cidade”.

 

Piauí

Márcia Trigueiro de Vasconcelos, servidora pública federal

“Vim para Marabá em 2009, fui servidora pública municipal, trabalhei em empresas privadas e agora sou servidora da Unifesspa. Vim para Marabá porque meu esposo passou no concurso da UFPA, na época. Viemos com a família, temos três filhos, fomos ficando e gostamos. A cidade é promissora, muito boa para morar, muito boa, acolhedora. A gente gosta demais, é a nossa história, construímos nossas raízes aqui.

 

Rio Grande do Norte

Zhumar de Nazaré, técnico cultural

“Eu estou em Marabá há nove anos, vim por causa do concurso que eu passei, no Sesc. Marabá é uma cidade assim, que dá muitas oportunidades de trabalho, da gente desenvolver projetos, de fazer amizades, parcerias. Aqui tem uma riqueza e uma diversidade cultural muito própria e gera muitos encontros e diálogos”.

 

Sergipe

José Elisandro de Andrade, professor e doutor em Física

“Eu vim para Marabá em 2014, passei no concurso da Unifesspa. Eu gosto muito de Marabá, me considero realizado aqui com o que a gente tem construído na universidade. E eu consegui conhecer muitas pessoas, fazer excelentes amizades. Gosto muito da cidade, dos lugares, da comida, de estar proximo do rio, de poder fazer esse passeio. Marabá é uma cidade muito cativante”.

O post Maior região do Brasil está representada totalmente em Marabá apareceu primeiro em Correio de Carajás.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.