Corinthians estima dívida da gestão em R$ 400 milhões

O Corinthians divulgou uma nota oficial na noite desta sexta-feira (4) onde rebateu a informação de que a dívida do clube teria aumentado R$ 700 milhões durante a gestão de Augusto Melo.O Corinthians reconheceu o aumento na dívida, mas afirmou que ela cresceu em R$ 400 milhões durante a gestão. O clube também declarou que reconheceu no balanço dívidas de outras gestões que não estavam contabilizadas.A diretoria afirmou que há receita recorde na história do clube. Além disso, declarou que um valor próximo de R$ 300 milhões foi pago em juros causados por dívidas das gestões passadas.Os dados ainda são preliminares. A ideia da diretoria é que o balanço financeiro oficial e auditado seja divulgado em breve.As contas do balanço financeiro serão votadas no dia 28 de abril. A dívida após o final da gestão de Duílio Monteiro Alves girava em torno de R$ 1,7 bilhão.REUNIÃO DO CORIO CORI (Conselho de Orientação do Corinthians) realizou uma reunião na última terça-feira, no Parque São Jorge. A diretoria do Corinthians citou o evento na nota oficial divulgada nesta sexta-feira (04) e afirmou que nenhum de seus membros foi convocado para participar.O Corinthians afirmou que a diretoria jurídica solicitou a inclusão de alguns membros na reunião. A ideia era esclarecer os temas que seriam tratados. Segundo o clube, Lúcio Blanco e Vinicius Manfredi participaram da reunião, mas a equipe financeira, comandada por Pedro Silveira, estava na sede, mas não foi convidada.VEJA NOTA DO CORINTHIANS”A Diretoria do Sport Club Corinthians Paulista recebeu com surpresa a matéria divulgada pelo portal Central do Timão, referente à reunião do Conselho de Orientação (CORI).Para esclarecimento, nenhum membro da Diretoria foi convidado ou formalmente convocado para participar da referida reunião. A secretaria da presidência recebeu apenas um whatsapp informando que a reunião aconteceria, e, diante disso, a Diretoria Jurídica encaminhou um ofício solicitando a presença de alguns integrantes da gestão no local, com o objetivo de esclarecer os temas que seriam tratados. Esses representantes estiveram presentes, mas foram informados de que seriam chamados no momento oportuno. Apenas os funcionários Lúcio Blanco e Vinicius Manfredi foram convidados a participar da reunião, enquanto o diretor financeiro Pedro Silveira e seu time, demonstrando total disposição ao diálogo, permaneceram por mais de três horas e meia na sede do Clube Social, sem jamais serem chamados.O Secretário do CORI enviou um e-mail durante a reunião, precisamente às 22:55, 4 horas após o inicio da reunião, e incluindo apenas a secretária do Presidente no e-mail. Esse mesmo e-mail foi encaminhado pelo secretário do CORI aos diretores e ao Presidente apenas depois da Matéria estar na imprensa.Na segunda-feira anterior à reunião (31), o Diretor Financeiro Pedro Silveira enviou um e-mail com a prévia do orçamento ao presidente e ao secretário do CORI, solicitando uma reunião para quinta-feira (03), com o intuito de tratar de temas sensíveis relacionados às contingências apontadas pela auditoria. Até o momento da publicação desta nota, o e-mail não havia sido respondido.Na própria quinta-feira (03), Pedro Silveira procurou pessoalmente o secretário do CORI, solicitando a participação na reunião. Explicou a relevância do tema e pediu apenas 15 minutos para apresentar os pontos necessários. A Diretoria Financeira permaneceu à disposição no clube, aguardando um chamado que nunca ocorreu.O mesmo e-mail foi encaminhado aos membros do Conselho Fiscal, que prontamente responderam e agendaram uma reunião para quinta-feira (03), às 18h. Nesse encontro, realizado entre a Diretoria Financeira, o Conselho Fiscal e os auditores, foram debatidas as divergências relacionadas às contingências de 2023, bem como os elevados passivos herdados de gestões anteriores à atual, que podem impactar o balanço do exercício. A Diretoria também solicitou orientações quanto à melhor forma de apresentar o balanço de 2024 e à possível reabertura do balanço de 2023 — tema que ainda está em análise.Vale destacar que, conforme o Estatuto Social do Clube, compete ao Conselho Fiscal, nos termos do artigo 102, parágrafo D, “representar ao CORI sobre assuntos financeiros do Corinthians”.Embora a reunião com o Conselho Fiscal tenha sido extremamente produtiva, a Diretoria esperava a mesma abertura de diálogo com o CORI, órgão responsável por orientar a gestão vigente — o que, infelizmente, ainda não ocorreu.Adiantamos que o balanço de 2024 do Corinthians apresentará:Receita recorde na história do Clube;EBITDA recorde na história do Clube;Resultado operacional gerencial próximo de zero;Aumento da dívida, com impacto gerencial da atual gestão estimado em cerca de R$ 400 milhões;Pagamento de juros em 2024 próximo a R$ 300 milhões, relativos a dívidas de gestões anteriores;Reconhecimento, no balanço, de dívidas herdadas de gestões passadas que não estavam contabilizadas anteriormente.A Diretoria ressalta que esses são dados preliminares, e que o balanço oficial e auditado será divulgado em breve.Além disso, toda a Diretoria tem adotado medidas relevantes para reestruturar o perfil da dívida do Clube, como a adesão ao programa de Recuperação do Crédito Esportivo (RCE), o processo junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e a renegociação tributária em curso com a PGFN. Essas ações visam à redução e reorganização da dívida, especialmente diante de um cenário de elevação da taxa Selic, que torna sua administração ainda mais desafiadora.É importante ressaltar que a Diretoria Executiva alertou recentemente o CORI sobre o aumento da taxa de juros e o atual perfil da dívida, solicitando que todos os órgãos colaborem na construção de soluções em prol do Corinthians.A Diretoria reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a construção de um Corinthians mais forte e sustentável.”
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