Caso Genivaldo: MPF pede para aumentar as penas dos ex-PRFs condenados pelo homicídio


Recurso foi solicitado ao Tribunal Federal da 5ª Região (TRF5) nesta quinta-feira. Acusados de matar Genivaldo Santos
Reprodução/TV Globo/Arquivo
Nesta quinta-feira (3), o Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Tribunal Federal da 5ª Região (TRF5) o aumento das penas dos três ex-policiais rodoviários federais Paulo Rodolpho Nascimento, William Noia e Kleber Freitas, condenados pela morte de Genivaldo Santos de Jesus. O crime ocorreu em maio de 2022, durante abordagem policial no município de Umbaúba, em Sergipe.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp
As penas de William Noia e Kleber Freitas, condenados por tortura com resultado morte, foram de 22 anos, 2 meses e 25 dias para 23 anos, 8 meses e 14 dias. Já Paulo Rodolpho, condenado por homicídio doloso, recebeu a pena de 28 anos de reclusão.
Agora, o MPF requer que a pena de Paulo Rodolpho Nascimento seja aumentada para 30 anos de reclusão. Já para William Noia e Kleber Freitas, o pedido é de que as penas aumentem para 25 anos e 13 dias de reclusão.
Genivaldo de Jesus Santos é morto durante ação da PRF. Ele foi fechado em viatura e inalou gás lacrimogênio
Reprodução/Arquivo
Segundo o MPF, o objetivo é reforçar a gravidade do caso e sinalizar à sociedade que o Estado não vai tolerar condutas semelhantes futuras. Na argumentação, o MPF também destacou que o crime gerou impactos sociais e abalou a confiança da população nas instituições de segurança pública.
Além disso, os procuradores que assinaram o documento ressaltaram que a ausência de uma punição adequada expõe o Brasil ao risco de responsabilização internacional pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
As defesas dos condenados ainda não se manifestaram sobre o assunto.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.