RN: adolescentes em medidas socioeducativas participam de cursos profissionalizantes

Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em seis unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase-RN) estão participando de projetos que oferecem cursos de profissionalização e letramento digital, promovidos em parceria com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Estão matriculados, ao todo, 52 adolescentes das unidades socioeducativas de Mossoró (Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório – Casep Oeste e Centro de Atendimento Socioeducativo – Case Mossoró) e da Região Metropolitana de Natal (Centro de Atendimento Socioeducativo – Case Pitimbu, Centro de Atendimento Socioeducativo de Semiliberdade – Casemi Nazaré, Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino – Casef Pe. João Maria e Casemi Santa Catarina).

Os participantes dos projetos foram selecionados pelos servidores da Fundase, que realizaram sondagens de interesse para saber quais socioeducandos estavam interessados em participar, seguida de busca por cursos alinhados à vontade e à necessidade deles.

Os projetos envolvem analistas, técnicos e agentes socioeducativos das unidades. De acordo com a direção da Fundase, alguns cursos foram concluídos, enquanto outros ainda estão em andamento. Dos 52 matriculados, 25 adolescentes já foram certificados.

Um dos adolescentes que participam do projeto disse ter aprendido “muita coisa que não sabia”, como “mexer em computador e a cortar cabelo”.

“Com esses cursos eu vou conseguir um emprego e, se Deus quiser, sustentar minha família”, disse ele, sobre seu sonho de conquistar um futuro melhor.

Um dos adolescentes diz que tem o sonho de conseguir um emprego, mudar de vida e ajudar a família. Foto: Divulgação

“Pela forma como foi apresentado o mercado de trabalho, surgiu um interesse maior pelo trabalho. Eu aprendi o que cada profissão faz e os seus efeitos na sociedade, como cada um pode ajudar as outras pessoas profissionalmente”, disse outro estudante, comentando que ficou entusiasmado com orientações para produção de currículo, porque pretende procurar emprego assim que possível.

Para possibilitar a realização dos cursos, 30 notebooks doados à Fundase pela Secretaria Estadual de Educação foram distribuídos de forma temporária e itinerante entre as dez unidades socioeducativas do Rio Grande do Norte.

Os cursos oferecidos são: Como Estudar à Distância; Introdução à Informática; Informática para o Trabalho; Oratória e Filosofia; Barbeiro Profissional; Eletricista; Mecânico; Encanador; Atendente; Noções de Prevenção e Combate a Incêndios; Alimentos e Hotelaria; Segurança no Processo de Recarga de Veículos Elétricos; Cuidados Básicos para a Higienização de Veículos Elétricos.

Parcerias

O presidente Fundase-RN, Herculano Campos, explicou que esse projeto em particular está sendo realizado com a Secretaria Estadual de Educação, mas o órgão, vinculado a Secretaria Estadual do Trabalho, Habitação e Assistências Social (Sethas), tem parcerias com outras pastas do Governo do Estado, como a Secretaria Estadual das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh), Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) e Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap).

“Essas parcerias diversas, em diferentes contextos, possibilitam à Fundase-RN redimensionar o seu poder de ação e também qualificar essas ações voltadas à socioeducação desses adolescentes”, comentou.

A coordenadora da Gerência de Articulação Interinstitucional (GAI), Maria Nazaré Davi, reforçou a importância dessas parcerias institucionais, além daquelas firmadas com parceiros externos da iniciativa privada e da sociedade civil, para complementar o trabalho socioeducativo promovido pela Fundase.

“Temos buscado parcerias para promover a qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho, não somente dos socioeducandos, mas também da comunidade socioeducativa, o que inclui os familiares deles e as pessoas no entorno do adolescente em comprimento de medida socioeducativa”, disse.

“As iniciativas são articuladas a partir das unidades socioeducativas e das demandas dos socioeducandos, considerando as políticas públicas que estão à disposição, como o Programa Mulheres Mil, que também acolheu as mulheres em contexto socioeducativo, no caso as meninas que cumprem medidas socioeducativas, companheiras dos meninos, mães e irmãs”, completou.

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