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“Em relação a ele vir para o Republicanos, o espaço está aberto, eu acho que ele tem o perfil do Republicanos, é um rapaz que foi vereador, foi deputado estadual, foi secretário municipal, um excelente secretário municipal de saúde, as portas do partido estão abertas para ele para a gente poder estar sempre trabalhando por Salvador, pela Bahia e também pelo Brasil. Não existe nenhum tipo de dificuldade da minha parte de tê-lo no nosso partido, para nós será uma alegria muito grande tê-lo no Republicanos e também participando das eleições no ano que vem como deputado federal”, disse Marinho.A possibilidade de Prates se filiar ao Republicanos acontece por conta do retorno do PDT à base do governo do estado, o que obriga a todos os candidatos a deputado estaduais e federais apoiarem a reeleição de Jerônimo Rodrigues, do PT.“A gente já tem uma relação com Léo Prates há quase duas décadas. É um amigo político, sempre fizemos políticas do mesmo lado e agora, infelizmente, teve essa dificuldade no PDT e a gente respeita o posicionamento político do Félix [Mendonça Jr.] de retornar à base de apoio do governo do Estado. Porém, todos sabem que a parceria política de Léo Prates é com o ex-prefeito Salvador, ACM Neto, até porque se subentende que poderá ser um nome de sucessão em 2028 do prefeito Bruno Reis”, acrescentou Marinho.RachaUma parcela do PDT na Bahia resistente ao movimento de retorno da sigla ao bloco liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Fontes ligadas ao grupo ‘dissidente’ do PDT, sob condição de anonimato, afirmam esperar uma solução vinda de Brasília para resolver o impasse.As mesmas pessoas argumentam que o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, presidente nacional do partido, sabia que o bloco era próximo a ACM Neto (União Brasil), quando aceitou a filiação em massa de aliados do ex-prefeito de Salvador.Outro argumento usado por um dos nomes ouvidos é que em 2022, quando o PDT apoiou Neto, alguns quadros de peso do partido na Bahia foram liberados para caminhar ao lado do governador Jerônimo.A maioria dos pedetistas se mostrou favorável ao retorno do partido ao grupo governista. O entendimento é que a legenda perdeu força no estado ao aderir à oposição, na aliança sacramentada em meados de 2020.A expectativa é de que o PDT ganhe cargos importantes dentro do governo, além do reforço de nomes de peso e deputados estaduais de mandato, tendo em vista as eleições de 2026.