Vereadores denunciam trânsito caótico em Extremoz: “Precisamos de engenheiro de tráfego”

O trânsito em Extremoz foi classificado como “caótico” por vereadores durante sessão da Câmara Municipal. Eles cobraram medidas urgentes para resolver congestionamentos, falta de fiscalização e riscos a pedestres. Para o vereador Eduardo Mota (União), o município precisa de um estudo técnico para uma reformulação do sistema viário, além da contratação de agentes de trânsito.

“Não adianta só colocar lombada eletrônica ou sinalização – precisamos de um engenheiro de tráfego para um estudo completo. O terminal rodoviário está congestionado, e os pedestres são obrigados a andar na pista. Isso é um risco, principalmente para idosos e cadeirantes”, afirmou.

O vereador Ricardo Caridade (PL) criticou a falta de ação contra veículos mal estacionados e animais soltos. “Vi um cadeirante ter que desviar de carros estacionados na calçada da Praça Estrela do Mar. No mesmo local onde sofri um acidente com um cavalo, quase matando minha família, o animal ainda estava solto. Multas não resolvem – precisamos de ação imediata”, denunciou.

Ele reforçou o perigo. “Quando passei pela Piscaria Bela Massa, o mesmo cavalo que causou meu acidente estava lá novamente. Os danos foram grandes. Não podemos esperar uma morte para agir”.

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PROBLEMAS NA SAÚDE

A situação da saúde pública em Extremoz também foi alvo de críticas pelos vereadores, que relataram superlotação em hospitais, falta de medicamentos e profissionais sobrecarregados. Alexandre Ramalho (Podemos) denunciou a falta de atendimento no hospital municipal.

“Havia mais de 40 pessoas aguardando, crianças vomitando, e a médica se recusou a interromper seu horário de descanso. Isso é falta de humanidade”, disse o vereador, que afirmou que precisou acionar a prefeita Jussara Sales (PL) para resolver a situação.

Fabiano Farias (União) revelou problemas graves na unidade básica de Pitangui. “Faltam medicamentos básicos, como remédios para pressão, e o ultrassom odontológico está parado desde novembro”. Ele também criticou a sobrecarga no centro de psicologia. “São 500 pessoas na fila com apenas seis profissionais. É inaceitável”.

Sobre a falta de médicos, ele foi enfático. “Uma profissional divide atendimento entre Pitangui e Contenda. Quando está em uma, a outra fica descoberta. O povo está sofrendo e cobro solução urgente”, afirmou. E disse já ter cobrado melhorias para a UBS de Campinas em reunião com a secretária de saúde. “A comunidade precisa de mais estrutura e atendimento digno”, afirmou.

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