Médicos classificam problema cardíaco de Wanda Chase: “Extremamente grave”

A morte da jornalista Wanda Chase, que aconteceu na madrugada desta quinta-feira, 3, após ser internada no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador, acendeu um alerta para as doenças cardiovasculares. A comunicadora de 74 anos,  foi diagnosticada com aneurisma dissecante da aorta,  submetida a uma cirurgia, mas não resistiu.

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O Portal A TARDE conversou com especialistas no tema para compreender a gravidade da doença, quais os tratamentos e quando um paciente deve procurar um médico para chegar a um diagnóstico precoce.O cardiologista Rodolfo Dourado, coordenador da UTI cardiológica do Hospital da Bahia, detalhou o que o aneurisma da aorta, principal vaso do coração, significa a dilatação da parede do caso gerado, principalmente, por um aumento da tensão cronicamente no vaso, hipertensão sobretudo, ou um enfraquecimento dessa musculatura do vaso.Segundo o especialista, essa condição pode estar associada a hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e estresse. O cardiologista pontuou ser importante uma avaliação clínica regular, principalmente para os pacientes que tenham casos de questões cardíacas em parentes de primeiro grau.O cirurgião vascular do Hospital da Bahia e Doutor pela Faculdade de Medicina da USP, André Brito, detalhou ser a dissecção da aorta uma doença muito grave e silenciosa com 16 a 17 casos a cada 100 mil habitantes, mas com uma cara genética expressiva.”Quando há uma ruptura de uma das camadas da aorta o sangue começa a circular por onde não deveria, ou seja, dentro da parede do vaso. Isso é uma chamada dissecção da aorta que pode levar a problemas como ruptura do vaso, causar obstrução, que é a chamada isquemia, de qualquer desses órgãos que saem da aorta”, afirmou. Ele detalhou que pode acarretar em isquemia cerebral, isquemia cardíaca com infarto, isquemia dos órgãos, dos membros, então é uma doença extremamente grave.Brito disse ser ela uma doença silenciosa que muitas vezes não apresenta sintomas até chegar em uma fase mais grave onde, na maioria dos casos, é indicado o tratamento cirúrgico.O especialista pontuou ainda que a doença, quando tratada com cirurgia, tem uma recuperação difícil, mas pode levar ao paciente a ter uma sobrevida longa (cerca de 80% dos casos).

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