CNU terá bônus para mulheres para reduzir o desequilíbrio de gênero

O governo federal anunciou novas mudanças na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que deve ser realizada no segundo semestre deste ano. Dentre elas está um sistema de bonificação para mulheres nas fases iniciais do concurso como forma de reduzir o desequilíbrio de gênero entre os aprovados na primeira edição do CNU, feita em 2024Apesar de as mulheres representarem 52% dos inscritos, a minoria dos aprovados, 41%, foram do sexo feminino. Além disso, o governo anunciou ainda analisar uma proposta de estímulo à participação feminina em áreas tradicionalmente masculinas, como tecnologia e infraestrutura, por meio de programas de mentoria.

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A ministra Esther Dweck demonstrou preocupação com os números: “Quando analisamos os blocos separadamente, vemos uma distorção alarmante. Enquanto nas carreiras sociais e educacionais as mulheres são 60% dos aprovados, em TI esse número despenca. Isso reflete um problema estrutural que começa nas escolhas profissionais e se perpetua nos concursos”.O MGI, em parceria com o Ipea, está investigando as causas desse desequilíbrio. Uma das hipóteses é a dificuldade de conciliar estudos intensivos com a dupla jornada feminina. “A maioria dos aprovados tinha entre 35 e 45 anos – fase em que as mulheres costumam acumular trabalho remunerado, cuidados com a família e tarefas domésticas. Precisamos criar condições mais igualitárias”, afirmou Dweck.BolinhasAlvo de polêmica na 1ª edição após candidatos terem problemas com o sistema de preenchimento no cartão-resposta do certame, o governo também informou que a segunda edição do concurso não terá mais as “bolinhas” no preenchimento de informações dos cartões de resposta. No novo sistema, os candidatos serão identificados por um código de barras.Agora, cada caderno de questões virá com um código único, que identificará o candidato sem revelar seus dados pessoais aos corretores. “Não é o nome ou número de inscrição, mas a máquina consegue ler e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa”, detalhou Esther Dweck.Isso será especialmente útil nos blocos com questões embaralhadas, onde diferentes versões da prova circulam na mesma sala. A expectativa é que a tecnologia, já testada em outros concursos, agilize também a correção e a divulgação de resultados. As novas regras serão detalhadas no edital único do CPNU 2

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O Executivo federal também anunciou que a escolha da banca do CNU 2025 deve ser feita em abril, e que as provas serão realizadas no segundo semestre. A homologação está prevista para junho de 2026.Não haverá outra edição do CNU em 2026 devido ao calendário eleitoral, que restringe a realização desse tipo de prova.

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