Deputada lembra 61 anos do golpe de 1964 e condena nostalgia autoritária

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para reagir à crescente onda de discursos que defendem a volta da ditadura militar no Brasil. No marco de 61 anos do golpe de 1964, ela fez um pronunciamento incisivo contra o autoritarismo, defendendo a democracia como única forma legítima de convivência política no país.

“Essas pessoas querem um regime que não aceita o contraditório, que manda matar”, disse Isolda, ao condenar os que pedem a volta da ditadura. Ela lembrou que o regime militar foi responsável por centenas de mortes e que ainda hoje há quem deseje um Brasil sem liberdade de expressão e de voto.

Para a parlamentar, é inaceitável que se relativize um período marcado por censura, tortura e assassinatos. “A ditadura mata”, afirmou. “É bom celebrar mesmo que Bolsonaro tenha virado réu, não só ele, mas todos que planejaram um golpe militar”, completou, referindo-se à recente decisão do Supremo Tribunal Federal de transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em réu por envolvimento em tentativa de ruptura democrática.

A fala da deputada incluiu uma defesa enfática da democracia como único sistema político capaz de garantir direitos, divergência e representatividade. “A democracia permite a harmonia porque permite a divergência. E a divergência não significa unanimidade”, argumentou.

Isolda também utilizou a ocasião para apresentar atualizações sobre compromissos assumidos pelo Governo do Estado com a categoria da educação. Segundo ela, o governo vai enviar à Assembleia o projeto de lei que atualiza o porte das escolas públicas, o que implica na ampliação da gratificação para diretores, conforme o tamanho da instituição. Além disso, confirmou que os professores temporários receberão os 60% do 13º salário e as férias, encerrando um impasse que gerava insegurança jurídica.

Ao final do discurso, a parlamentar resumiu sua posição: “Ditadura nunca mais. Porque a ditadura mata”. A sessão ocorreu na sede da Assembleia Legislativa, em Natal, durante o horário das lideranças parlamentares.

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