Vereador propõe punições para torcedores violentos e flanelinhas abusivos em Natal

A violência nos estádios e a extorsão praticada por flanelinhas nas ruas de Natal motivaram o vereador Matheus Faustino (União Brasil) a protocolar dois projetos de lei que pretendem enfrentar esses problemas diretamente. Um dos projetos, já com parecer favorável da Procuradoria e em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, trata da atuação das torcidas organizadas nos eventos esportivos da cidade. 

O vereador quer punições específicas para torcedores envolvidos em episódios de confusão e vandalismo, como os registrados no clássico entre ABC e América, realizado no último sábado 29. “Sempre que há clássico, há briga. E isso já virou um problema de segurança pública. Se o Estado ou o município não vão agir, a Câmara precisa dar uma resposta”, declarou.

O segundo projeto, igualmente polêmico, trata dos chamados flanelinhas. Segundo o vereador, esses supostos guardadores de carro vêm praticando cobranças abusivas, especialmente em dias de grande movimentação na cidade, como jogos de futebol e festas populares. 

“Tem flanelinha cobrando R$ 30, R$ 40, até R$ 60 por uma vaga em via pública. E não para por aí: em muitos casos, especialmente contra mulheres, há ameaça, constrangimento e risco até à integridade física”, afirmou Faustino, que também recebeu vídeos de casos ocorridos durante o Carnaval deste ano. O parlamentar sustenta que há uma omissão do poder público diante do avanço dessa prática e propõe que a cidade regulamente a atividade de estacionamento informal para evitar abusos contra a população.

Durante a sessão ordinária da Câmara de Natal realizada nesta terça-feira 1º, o vereador pediu urgência na tramitação do projeto que trata das torcidas organizadas, afirmando que a insegurança afastou famílias dos estádios. Ele disse que pretende expor o conteúdo dos dois projetos ao público e encorajou cidadãos interessados a procurarem seu gabinete para conhecer as propostas. 

“É preciso que a Câmara se posicione. Estamos falando de proteger quem quer ir ao estádio com seus filhos, de garantir o direito de estacionar sem ser ameaçado. Não é exagero, é a realidade da cidade”, declarou.

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