Golpe de 64: Natália quer banir homenagens e Mineiro critica impunidade

Em 31 de março de 1964, um golpe militar derrubou o governo constitucional de João Goulart e instaurou uma ditadura que durou 21 anos no Brasil. O regime autoritário perseguiu opositores, censurou a imprensa e violou direitos humanos, deixando um legado de repressão que marcou a nossa história.

Ao comentar a data, a deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou que o lugar dos golpistas é na “lata de lixo da história” e disse que quer banir comemorações da data. Já o deputado federal Fernando Mineiro (PT) criticou a impunidade, que na opinião dele “estimula outros atentados contra a democracia”.

Natália lembrou que apresentou um Projeto de Lei (PL 2301/19) “para proibir homenagens a agentes públicos responsáveis por graves violações de direitos humanos e para vedar a utilização de bens públicos para exaltação do golpe militar de 1964”.

Lugar de golpistas é na “lata de lixo da história”, diz Natália Bonavides. Foto: Divulgação

“Quando estávamos sob um governo que comemorava mortes, acionamos a justiça para que a ditadura não fosse comemorada. Também acionamos a Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o governo bolsonarista por usar órgãos públicos para celebrar tortura e morte”, escreveu a parlamentar em mensagem publicada no X, antigo Twitter, em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Natália refutou, novamente, a ideia de anistia defendida pelos bolsonaristas no Congresso Nacional, com o objetivo de beneficiar os condenados pelo atos antidemocráticos de 8/1/2023.

“Vamos seguir lutando para colocar golpistas, torturadores e assassinos no lugar em que devem estar: julgados, responsabilizados e na lata de lixo da história”, enfatizou a petista.

Mineiro afirma que impunidade “estimula outros atentados contra a democracia”. Foto: Câmara dos Deputados

O deputado Fernando Mineiro (PT), também em mensagem publicada no X, afirmou que “a impunidade de quem participou e defendeu o golpe militar de 64 só estimula outros atentados contra a democracia, como os do 8 de janeiro [de 2023]”.

“Agora vivemos um momento histórico: o primeiro julgamento por ataques contra a democracia”, comentou, em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

O dia da vergonha

Depois de 61 anos daquele que ficou conhecido como “o dia da vergonha”, o país ainda lida com resquícios desse passado, como aconteceu com os ataques recentes à democracia.

O exemplo mais evidente ocorreu em 8 de janeiro de 2023, quando extremistas de direita invadiram, inconformados com o resultado das eleições de 2022, depredaram e atacaram as sedes dos Três Poderes em Brasília (DF), numa tentativa de dar um golpe de Estado, depondo do poder o presidente recém-empossado Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O episódio foi precedido por manifestações golpistas, realizadas após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, em que grupos de apoiadores do ex-presidente acamparam nas portas dos quartéis clamando por “intervenção militar”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, recentemente, denúncia formal contra Jair Bolsonaro, acusando-o de fomentar, incitar e orquestrar a tentativa de golpe para se manter no poder.

A denúncia da PGR foi aceita pela Primeira Turma do STF, que transformou o ex-presidente, além de outros acusados, oficialmente em réu pela tentativa de dar um golpe de Estado.

As investigações indicam que o ex-presidente teria participado ativamente da disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral, incentivado atos que atentaram contra a ordem democrática e dado aval para o plano que previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

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