Jogadoras relatam assédio de bandeirinha no Brasileirão feminino

A Polícia Civil investiga uma denúncia de assédio sexual registrada por jogadoras do América-MG contra o assistente de arbitragem Claiton Timm. O caso ocorreu no último sábado (22), durante a partida contra o Juventude, pelo Campeonato Brasileiro Feminino.

Segundo as atletas, o assistente teria feito comentários de cunho sexual, utilizando palavras de baixo calão e insinuando estar excitado, o que teria constrangido as jogadoras. A defesa de Timm nega a acusação. Ele e a árbitra principal da partida prestaram depoimento à Polícia Civil no mesmo dia.

Relato das jogadoras

Uma das atletas que registraram o boletim de ocorrência, Rafa Levis, afirmou que os comentários teriam começado antes mesmo do início do jogo.

“Na hora a gente escutou, mas estávamos focadas no jogo. No intervalo, relatamos para o nosso diretor, mas pedimos também para o jogo seguir, que a gente não queria que isso atrapalhasse a partida. Mas, de certa forma, pecamos nisso, porque no momento que isso é feito, o jogo tem que ser parado, tem que ser questionado, tem que ser advertido”, declarou a jogadora.

Defesa nega acusação

O advogado de Claiton Timm, Leonel Carivali, alegou que “não havia conotação sexual na conversa” e que “a interpretação feita pelas jogadoras está equivocada, o que foi confirmado pela juíza do jogo em depoimento”. Ainda segundo o advogado, Timm “ficou extremamente surpreso e preocupado, ressalta que sempre respeitou as mulheres e repudia qualquer violência de gênero, dentro ou fora do campo”.

Outros árbitros serão ouvidos

A delegada Deise Salton, titular da Delegacia da Mulher de Bento Gonçalves, informou que outros dois árbitros que participaram da partida também serão ouvidos.

“Como o rádio comunicador é aberto, é importante tomar o depoimento dos outros membros da equipe de arbitragem. Precisamos esclarecer, por exemplo, se os comentários foram direcionados a uma ou a mais de uma jogadora”, explicou a delegada.

O chefe de arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Leandro Vuaden, confirmou que o áudio da comunicação entre os árbitros não fica gravado, impossibilitando a revisão posterior do que foi dito durante a partida.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

Fonte: G1

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