Documentário aponta que astro do rock falecido há 53 anos pode ter fingido a própria morte

A célebre frase – e mantra das teorias conspiratórias – “Elvis não morreu” pode ter seu protagonista trocado por outro ícone do rock and roll caso um novo documentário esteja certo em suas investigações. A produção ‘Before The End’, dividida em três partes, aponta que Jim Morrison, lendário vocalista do The Doors, não teria morrido em 1971, mas estaria vivo, são e salvo trabalhando como zelador na cidade de Syracuse, no estado norte-americano de Nova York. As novas revelações são fruto do trabalho de Jeff Finn, que se diz “superfã” da banda de sucessos como “Light My Fire”, “People are Strange”, “Riders on the Storm”, entre outros.

Morrison morreu inesperadamente em Paris em 1971, com apenas 27 anos – idade que marcou o falecimento de outras grandes estrelas da música como Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain e Amy Winehouse. Contudo, nenhuma autópsia foi feita e uma aura de mistério passou a envolver seu falecimento quando sua namorada, Pamela Courson, inicialmente negou que ele tivesse morrido. No entanto, ela posteriormente mudou seu discurso e disse que o havia encontrado morto no banheiro do apartamento alugado na Cidade-Luz. O roqueiro acabou tendo seu corpo enterrado no famoso cemitério Pere Lachaise, onde passou a ser alvo de peregrinação ao lado de outros mausoléus célebres do local, como os de Oscar Wilde, Frederic Chopin e Edith Piaf.

Contudo, a morte de Morrison, por ter ocorrido longe dos olhos do público, por ele ser um sex symbol ainda jovem e com uma carreira de grande sucesso, fez com que surgissem teorias conspiratórias. O próprio tecladista do The Doors Ray Manzarek acredita que o ex-colega de banda fingiu a própria morte, e é a partir desse fio de pensamento que o roteirista e diretor Finn se apoia na sua produção. Ele parte do suspeito retrato de um homem conhecido como “Frank X” postado no Facebook, que mostra ao lado de John Densmore, baterista do The Doors, em 2013.

O diretor então mostra a imagem para três ex-namoradas de Morrison. Duas delas começam a chorar e se convencem de que é o cantor. Finn consegue encontrar e entrevistar o homem e, de acordo com ele, o bate-papo faz seu “Sherlock [Holmes] interior enlouquecer”.

Além de coincidências no gosto pela literatura, em especial pelo poeta Baudelaire, Frank tem uma pequena cicatriz perto do nariz onde Morrison tinha uma pinta. O diretor também percebeu um aro azul em volta dos olhos castanhos do homem, o que seria um indício de que ele usa lentes de contato como disfarce.

Amigos de Jim Morrison acreditam nessa teoria embasados no perigo que o cantor corria de ser preso após ser condenado por exposição indecente no ano anterior. Juntando a isso a desilusão com a fala, a recente expulsão do The Doors e a mudança para a Europa, o cantor teria orquestrado um falso óbito com a ajuda da namorada para sumir do mapa e fugir dos problemas.

Para trazer ainda mais dúvidas ao público, um investigador particular diz a Finn que o número da previdência social de Morrison permanece ativo e indica movimentações na área de Nova York, região onde mora o suspeito zelador.

Confira a seguir dois dos maiores hits da banda The Doors com Jim Morrison como vocalista, ‘Light My Fire’ e ‘The End’.

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