Universitária recorre ao FBI após fake news disseminar que ela traiu o namorado com o sogro

Uma estudante da Universidade Ole Miss (EUA) recorreu ao FBI (polícia federal nos EUA) após ser disseminada em redes sociais nos EUA fake news alegando que ela havia traído o namorado com o sogro.

A história “aleatória” começou com a postagem de uma foto em que Mary Kate Cornett aparece abraçada com o sogro. A imagem gerou especulações de que o momento traduzia uma intimidade exagerada. Daí para o “fato” de que Mary Kate dormia com o sogro foi um pulo. Imagens geradas por inteligência artificial (IA) ajudar a disseminar a fake news.

A jovem alega que “capturas de tela parcial e totalmente editadas, vídeos falsos gerados por IA e fotografias manipuladas foram promovidos por participantes irresponsáveis ​​de mídia social e amplificados por milhares de contas falsas”. Ela mencionou especificamente o site Barstool Sports, o ex-jogador da NFL Antonio Brown e a personalidade da ESPN Pat McAfee.

“Ninguém afiliado a essas organizações entrou em contato conosco para comentar. O mais alarmante é que minhas informações pessoais de contato foram compartilhadas ilegalmente publicamente, colocando minha segurança pessoal em risco. Muitas notas enviadas sugerem que eu até tirei minha própria vida”, comentou Mary Kate.

O fundador do Barstool, Dave Portnoy, negou as acusações.

“O Barstool Sports não mencionou ou espalhou esse boato em nenhum dos canais de propriedade do Barstool, até onde eu sei”, garantiu ele, acrescentando que não pode controlar as redes sociais dos seus funcionários.

ESPN e Brown não se pronunciaram, de acordo com o “NY Post”.

Evan Solis se juntou à namorada para condenar as alegações de que ela dormira com o pai dele.

“Os boatos inacreditáveis ​​sobre a minha família e a de Mary Kate são inaceitáveis ​​e precisam ser abordados”, escreveu ele no Instagram. “As acusações são inequivocamente falsas. Além disso, minha fé no meu pai e no nosso relacionamento é inabalável. Ele é totalmente inocente e está sendo injustamente caluniado sem oportunidade de falar em seu próprio nome antes dessas declarações horrendamente falsas”, completou.

Em publicação no Instagram na noite de quinta-feira (27/2), a universitária descreveu o boato como “100% completamente falso, e é indesculpável que tais acusações perturbadoras tenham se tornado virais”.

“Durante este momento difícil, a minha família e eu fomos inundados com o apoio de pessoas de todo o país. Obrigado, isso importava! Agradeço especialmente o apoio daqueles que me conhecem bem o suficiente para saber o quão ridículo isso é. É importante observar que assédio e bullying dessa maneira NUNCA são aceitáveis. Ataques cibernéticos baseados em nada além de mentiras e desinformação acontecem com muita frequência. Essa experiência me despertou para os perigos de como todos nós podemos ser manipulados para acreditar em coisas que lemos nas mídias sociais que não são verdadeiras. Minha esperança é que eu seja capaz de usar o desgosto e a dor que senti para ajudar outras pessoas que passam por coisas assim no futuro”, completou ela.

Justin Cornett, o pai da universitária, declarou que, além do FBI, a família acionou a polícia do campus da Universidade do Mississippi, na polícia local.

A família abriu também uma conta no site de financiamento coletivo GoFundMe a fim de arrecadar verba para ajudar outras vítiams de difamação na web.

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