Álvaro Dias nega dívida de R$ 862 milhões e culpa Fátima Bezerra por campanha midiática

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos) negou ter deixado mais de R$ 862,9 milhões em restos a pagar para o prefeito Paulinho Freire (União). Álvaro afirmou, em entrevista a 98 FM nesta quinta-feira 27, que as dívidas apresentadas pela comissão de transição de mandato, nomeada por ele e por Paulinho no ano passado e coordenada pela vice-prefeita Joanna Guerra (Republicanos), estão “superfaturadas” e “não correspondem à realidade”.

“Essas dívidas estão superfaturadas. Os números não são esses. Nenhuma prefeitura, ou pelo menos as de grande porte, o Governo do Estado e o Governo Federal não têm dívida? Todos eles têm. Então, isso é normal. Agora, há aí um exagero, um superfaturamento dessas dívidas que está sendo plantado na mídia”, afirmou.

Ele responsabilizou a governadora Fátima Bezerra (PT) por “descontruir” sua gestão. “Todo mundo sabe que há um sistema montado pela governadora para descaracterizar a nossa gestão. Isso é uma realidade. Você vê que as notícias são plantadas, construídas e arquitetadas pelo próprio Governo do Estado, especificamente a governadora Fátima Bezerra”, garantiu.

Sobre o relatório de transição, assinado por Joanna, sua ex-secretária de Planejamento e indicada por ele para vice de Paulinho, Álvaro frisou que, “se foi dado por ela, ela se equivocou. Os números não são esses. Não são 800 milhões não. Isso aí está errado”.

Relatório da Transição revelou dívidas deixadas por Álvaro

Conforme o documento enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), o ex-prefeito deixou para a atual gestão quase R$ 863 milhões em restos a pagar e 46 obras paralisadas ou inacabadas.

Do total da dívida, R$ 349,8 milhões são em despesas liquidadas e não pagas; R$ 513 milhões em despesas empenhadas ainda sem cobertura financeira; R$ 483,3 milhões em dívida fundada interna, sendo R$ 366,1 milhões em operações de crédito e R$ 117,2 milhões em parcelamentos tributários, cujos descontos são aplicados no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Além de um débito previdenciário de R$ 242,4 milhões parcelados junto ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 

Leia AQUI o relatório completo da Comissão de Transição de Mandato.

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