Samba mostra a força do Recôncavo no Carnaval de Salvador

Na cadência de muito samba, o bloco Alvorada festeja 50 anos de participação no Carnaval de Salvador, em uma festa que tem a marca da resistência deste ritmo dentro da folia de Momo, desfilando hoje (28) e amanhã no Circuito Osmar, no Campo Grande.As celebrações não param por aí e este ano marca ainda os 70 anos de carreira de Walmir Lima e os 60 anos do ofício para Nelson Rufino. Três ícones na arte do autêntico samba, preservado na raça e pela graça da inspiração, eles representam a ancestralidade do ritmo a partir das origens africanas.Entre as três comemorações, o compositor soteropolitano Walmir Lima, 94 anos, vai participar do projeto ‘Trinca do Samba – Uma homenagem a Walmir Lima’, no largo do Pelourinho, no domingo (02) a partir das 17h. No palco ele recebe as cantoras Bela e Gabriela Lima, filha do artista.

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Tem composições conhecidas nacionalmente, como “Ilha de Maré”, famosa na voz de Alcione, “Dindinha Lua”, imortalizada por Beth Carvalho e “Samba, Canto Livre de Um Povo”, gravada por Ederaldo Gentil. Nas sete décadas dedicadas à arte, o cantor e poeta marcou muitos carnavais na cidade, animando blocos tradicionais e agremiações carnavalescas.Aos 82 anos, Nelson Rufino está mais uma vez com seu samba no circuito Osmar, este ano comemorando os 21 anos do Bloco Amor e Paixão, do qual é o patriarca e grande inspirador. Tradicional nos desfiles de quinta-feira, o bloco conta ainda com Eduardinho e Batifun como atrações.Sobre os seus 70 anos de trajetória artística, ele prefere não falar estes dias. “Deixa passar o carnaval, depois vamos pensar sobre isso”, disse, bem-humorado e sem esconder o orgulho pelo envolvimento das novas gerações nos seus projetos. Ele vai se apresentar novamente no domingo (02), com show no Largo do Pelourinho, com a sambista convidada Roberta Sá, do Rio de Janeiro.Pioneiro entre os Blocos de Samba de Salvador, o Alvorada tem a marca original do grupo de jovens estudantes responsáveis pela sua criação, com o firme propósito de manter e valorizar o samba, como um dos ritmos autênticos do carnaval.“Passamos por muitas transições (nas cinco décadas) e estou muito feliz que não perdemos o principal, a essência do samba baiano”, afirmou o presidente, Vadinho França. Ele defendeu a “salvaguarda do ritmo”, falando em persistência e perseverança para sua conservação no decorrer dos anos e a satisfação de continuar fazendo parte do carnaval no compasso do samba.

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