Mesmo com escândalo da criptomoeda, Milei é nomeado economista do ano

Mesmo em meio ao escândalo envolvendo a ligação da criptomoeda $Libra com o presidente da Argentina, Javier Milei, a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) concedeu ao presidente, o prêmio de Economista do Ano nesta terça-feira, 25.De acordo com a ordem, Milei se destacou com a sua atuação com “sabedoria e determinação” nas políticas monetária e regulatória. Segundo a instituição, o presidente tem contribuído para a estabilização da economia do país em um cenário desafiador.Na carta do prêmio, compartilhada pelo presidente da Argentina em suas redes sociais, a OEB enfatizou que a escolha “não poderia ter sido mais acertada” .O documento também elogia a visão estratégica do líder e seu compromisso com a estabilidade econômica.

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A cerimônia de entrega do prêmio está prevista para meados de agosto deste ano. Com isso, abre-se a possibilidade de que Milei volte ao Brasil, apesar da relação conturbada com o país.A premiação, entregue anualmente desde 1957, é um reconhecimento significativo na área econômica. No ano passado, o vencedor foi Roberto Campos Neto, então presidente do Banco Central (BC). A nomeação, entretanto, foi conturbada por outros economistas que apontaram que o presidente não tinha registro no conselho como economista.PolêmicaNo dia 14 de fevereiro, o presidente divulgou uma criptomoeda que pouco tempo depois, perdeu valor drasticamente, causando prejuízos a cerca de 40 mil investidores que acreditaram na promoção do presidente. Agora, Milei está sendo acusado de má conduta e enfrenta pedidos de impeachment no CongressoUm tribunal federal foi designado nesta segunda-feira para centralizar as denúncias que pedem para apurar se Milei cometeu crimes como associação criminosa, fraude e descumprimento dos deveres de funcionário público, entre outros.”Denunciamos que Milei fez parte de uma associação criminosa que organizou uma fraude com a criptomoeda $LIBRA, afetando simultaneamente mais de 40 mil pessoas com perdas superiores a 4 bilhões de dólares (cerca de R$ 23 bilhões)”, afirmou em comunicado a organização social Observatório do Direito à Cidade, cujos advogados estão à frente de uma das ações judiciais.

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