Microempresas sustentam geração de empregos no RN em janeiro

O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte começou 2025 com um saldo negativo de 628 empregos, reflexo do maior número de desligamentos (20.322) em relação às admissões (19.694) no mês de janeiro. No entanto, em meio a esse cenário, um dado chama a atenção: as microempresas foram o único segmento com saldo positivo, criando 204 novas vagas no estado.

Os números reforçam a importância dos pequenos negócios para a economia potiguar. Enquanto médias e grandes empresas enfrentam dificuldades e contribuíram para a retração do mercado de trabalho, as microempresas demonstraram resiliência, mantendo um ritmo de contratações que impediu um declínio ainda maior nos empregos formais.

Para o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, janeiro é tradicionalmente, devido a fatores sazonais um mês que não apresenta um bom resultado e este ano, apresentou um saldo negativo. O encerramento da safra de melão na região oeste gerou um número significativo de desligamentos, assim como o fim dos contratos temporários do período natalino são alguns dos fatores. “Como fator positivo nesse cenário, observamos a manutenção das vagas nos pequenos negócios, que, mesmo diante das dificuldades, conseguiram sustentar empregos e gerar novas oportunidades. Isso demonstra a força desse setor na economia do estado”, disse.

Pequenos negócios como motor da economia

O Sebrae-RN elaborou o documento Evolução do Mercado de Trabalho Formal- uma breve análise do mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, as micro e pequenas empresas têm se consolidado como principais geradoras de emprego no Brasil, e o cenário do Rio Grande do Norte segue essa tendência. As análises registraram que saldo do emprego no Rio Grande do Norte – nas micro, pequenas e médias empresas- saltou de 43,88% para 71,39% em 2024. O saldo positivo de 204 postos de trabalho em janeiro de 2025 indica que, mesmo diante das adversidades econômicas, os pequenos empreendimentos seguem a tendência de anos anteriores contratando e aquecendo a economia local.

Para especialistas, esse resultado evidencia a importância de fortalecer o ambiente de negócios para os pequenos empreendedores. “Ao analisar os últimos quatro anos, constatamos que, em média, 81,09% dos empregos gerados no Estado foram provenientes de pequenos negócios”, analisou Aline Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN.

Outro ponto relevante revelado pela análise é a média salarial por porte do RN : R$ 1.618,73. A variação da média salarial dos pequenos negócios entre 2020 e 2024 foi de 33,05%. “As pequenas empresas superaram as médias sem oscilações negativas ao longo do período. Em termos percentuais, as pequenas empresas tiveram aumentos sucessivos: +3,55% (2020-2021), +7,14% (2021-2022), +4% (2022-2023) e +22,21% (2023-2024)”, comentou Alinne.

A recuperação do mercado de trabalho no RN dependerá de diversos fatores, como a ampliação do consumo e outras medidas de estímulo ao empreendedorismo. Caso os pequenos negócios continuem em trajetória positiva, há a possibilidade de uma recuperação gradual no saldo de empregos geral ao longo dos próximos meses do ano.

Enquanto isso, o desempenho das microempresas em janeiro de 2025 reforça um recado importante para o mercado: apoiar o pequeno empreendedor é investir na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do estado.

10 Municípios que mais acumularam empregos no RN- 2020 a 2024 (acumulado)

1.Natal:  30.272

2.Mossoró: 23.291

3.Parnamirim:  12.561

4.Açu: 3.431

5.São Gonçalo do Amarante: 2.801

6.Currais Novos: 2.381

7.Caicó: 2.331

8.Extremoz:  2.278

9.São José de Mipibu: 2.192

10.Ceará-Mirim: 1.533

10 Municípios que menos geraram empregos no RN- 2020 a 2024 (acumulado)

1.Pedra Grande:  -396
2.Janduís : -244
3.Sao Vicente:  -161
4.Bom Jesus: -129
5.Passagem: 116
6.Serra do Mel: -80
7.Taboleiro Grande: -43
8.Bodo: -36
9.Sao Francisco do Oeste: -26
10. Augusto Severo: -24

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