A TARDE lança mini-documentário sobre os 40 anos do axé: “Potência”

A axé music completa quatro décadas de existência em 2025. Com diversos artistas e estilos envolvidos, o movimento se consagrou como um dos mais importantes do Brasil no cenário cultural e conquistou o país e o mundo. Para contribuir com essa celebração, o Grupo A TARDE lançou nesta quarta-feira, 26, às 18h, no canal A TARDE Play, no YouTube, o mini-documentário ‘40 anos de AXÉ: a Magia que conquistou o Brasil’, que foi produzido em aproximadamente dois meses, sendo duas semanas para pré-produção, duas para gravação, e mais três semanas para pós-produção. O documentário aborda o contexto histórico, a revolução do trio elétrico, os grandes nomes do axé, o axé no palco mundial, transformação e resistência, e o futuro da axé music. E conta também com entrevistas feitas com personalidades que enalteceram os 40 anos do movimento. 

Leia Também:

Gigantes da folia: veja como são trios de Ivete e Daniela por dentro

Saiba como evitar alergia ao usar maquiagem no Carnaval

Carnaval: Ivete Sangalo, Saulo, Bell Marques e mais; veja agendas

Uma delas foi a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a qual pontuou que a axé music surgiu de uma oportunidade de fortalecimento de vários aspectos. “Nós tínhamos toda a influência do movimento tropicalista, que veio antes de nós, tínhamos também os Novos Baianos, a chegada do trio elétrico como uma potência diferenciada. Isso saiu da rua, dos tambores da rua, dos blocos afro, das batucadas”, frisou.Para a gestora, o que se festeja nos 40 anos da axé music não é apenas uma música ou um ritmo, “tem todo um comportamento, tem uma influência muito grande da nossa afroancestralidade, isso é importante dizer. E tem uma luta por reconhecimento da participação dos artistas negros para essa efetivação”.O reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Miguez, destacou a importância do bloco afro mais antigo do Brasil para o movimento. “O ano de 2025 é muito especial, são 40 anos da axé music e 50 anos do primeiro desfile Ilê Aiyê. O Ilê Aiyê lá atrás é fundamental para que alguns anos depois a axé music surgisse”, disse.

O produtor cultural baiano Jonga Cunha falou sobre relevância da axé music

|  Foto: Reprodução | YouTube A TARDE Play

Miguez aproveitou para ressaltar que axé não é um estilo, é um “grande híbrido musical”. “Durval não tem nada a ver com Bell, que tem quase nada a ver com a Timbalada, que por sua vez é outra coisa completamente diferente. […] São mil possibilidades que estão ali e que foram abertas pela potência do trio elétrico e dos tambores dos blocos afro”, pontuou.Na visão do produtor cultural baiano Jonga Cunha, a axé music foi um movimento socioeconômico artístico que tinha dentro do seu guarda-chuva “uma série de ritmos e manifestações africanas e europeias. Uma mistura sensacional que estava vivendo há muito tempo nas ruas da Bahia e que não tinha como se manifestar”.

O comportamento do baiano é a cara do axé. O jeito de fazer festa, dançar, de se reunir com abadás, sair atrás do trio, tocar percussão e cantar. É o movimento que faz o axé. O Carnaval é a grande vitrine de um movimento.

Jonga Cunha – produtor cultural

Se estabeleceu e rompeu fronteirasDaniela Mercury destacou a longevidade da axé music e a sua predominância nas rádios e outros espaços. “40 anos. Não tem um gênero no mundo que tenha durado tanto tempo, com tanta predominância nas rádios, que ocupe tanto espaço, que tenha um mercado específico e que no verão domina o país desde sempre”, enfatizou.Para a cantora, nenhum outro lugar no mundo faz música dançante com a diversidade de coisas que se faz em Salvador.

A gente é muito rico nesse sentido. E todo mundo reconhece isso no Brasil. Quem não reconhece é porque não conhece a gente.

Daniela Mercury – cantora

Margareth Menezes completou a fala da colega: “A axé music cruzou fronteiras influenciando outros ritmos em outras regiões do Brasil, e também cruzou fronteiras internacionais”.Assista ao documentário:Equipe técnica de ‘40 anos de AXÉ: a Magia que conquistou o Brasil’Roteiro e coordenação de conteúdo: Gustavo CastellucciProdução: Alícia Mosquera, Aurélio Leal e Mônica CarvalhoAssistentes de conteúdo: Edvaldo Sales, Luiz Fábio, Dara Medeiros e Priscila MeloImagens: Eduardo Ravi e Kelvin PlayEdição: Agnaldo Mattos

Adicionar aos favoritos o Link permanente.