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“Foi um ótimo pai, um exemplo para mim. Meu tudo. Tentou nos esconder da favela, queria que olhássemos para aquilo e não quiséssemos seguir o mesmo caminho. Não escolhi o pai que eu tenho, mas se pudesse, eu escolheria ele, completou.O músico também fez questão de exaltar a mãe, a quem chamou de “a figura da minha vida”.Além do pai, Oruam também carrega no corpo uma tatuagem com o rosto de Elias Maluco, criminoso que ficou conhecido pelo brutal assassinato do jornalista Tim Lopes em 2002. Elias foi parceiro de Marcinho VP e, para Oruam, uma espécie de “tio”.“Eu olho para o erro dele. E ele está errado. Mas eu amo ele. E aí, o que eu faço?”Oruam presoOruam já esteve envolvido em polêmicas fora dos palcos. No ano passado, a polícia encontrou um foragido da Justiça escondido em sua mansão. Yuri Pereira Gonçalves, preso na ocasião, estava armado com uma pistola 9 mm com kit-rajada. Mesmo assim, o trapper não demonstrou arrependimento.“Não me arrependo porque ele é meu amigo. Ele não é traficante.”O artista também foi detido em fevereiro deste ano por direção perigosa, após dar um “cavalinho de pau” em frente a uma viatura policial. Liberado após pagar uma fiança de R$ 60.720,00, ele aproveitou a repercussão para lançar seu álbum “Liberdade”, reforçando sua estratégia de transformar polêmicas em sucesso.Lei Anti-OruamO nome de Oruam se tornou ainda mais controverso após a criação da chamada “Lei Anti-Oruam”, um projeto de lei que visa proibir shows e eventos que façam apologia ao crime. Para o rapper, a iniciativa tem viés discriminatório e busca silenciar a cultura da favela.“Não tem como eles entenderem a minha realidade, nunca passaram pelo que eu passei. Nunca falei pra ninguém roubar ou matar. Mas eles me associam ao meu pai, e esse é um fardo que vou carregar para sempre.”