Styvenson diz que Ezequiel pode comandar o PSDB, “mas longe de Fátima”

Após sair do Podemos rumo ao PSDB, sigla comandada pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa, o senador Styvenson Valentim agora quer influenciar os caminhos da legenda.

O parlamentar disse que já conversou com Ezequiel e elogiou o deputado, considerado um “político hábil”. E afirmou que o presidente da ALRN poderia continuar comandando a legenda, mas sem alinhamento com Fátima Bezerra.

“Tenho um interesse, sim, em ter relacionamento [político com Ezequiel]. Se ele quiser ficar no PSDB, ele pode ficar com o comando, mas é longe de Fátima. Eu não quero tirar o comando de ninguém. Em nenhum momento eu disse que eu queria o comando de ninguém. O Podemos ainda está comigo. Eu passei o comando para um prefeito. Eu não quis ser o vaidoso dono do partido, o cacique, normalmente é assim que acontece. Pelo contrário, eu passei para quem sabe construir, para quem sabe negociar”, justificou.

Também neste mês, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, esteve em Natal para o início dos trabalhos do ano na Assembleia Legislativa. Na ocasião, negou que o partido vá passar por intervenção. É provável que Ezequiel Ferreira de Souza e outros deputados do PSDB migrem para o MDB na próximas semanas.

Álvaro Dias

O senador também comentou sobre as últimas incursões do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), na mídia e nas redes sociais. Dias tem reservado seu começo de ano para criticar a governadora Fátima Bezerra (PT) e nesta semana se lançou como pré-candidato a governador. Para Styvenson, estando sem mandato, Álvaro “tem que estar na mídia toda hora”. A declaração foi dada em entrevista à 96 FM nesta quinta-feira (27).

“Eu entendo por partes o ex-prefeito Álvaro ter feito aquela manifestação [de se lançar pré-candidato a governador], porque é difícil para quem perde o mandato, para quem não tem mais o mandato, para quem está ali correndo o risco de perder o partido. Ele tem que estar em mídia toda hora, ele tem que estar toda hora sendo visto, porque é difícil para quem não está no mandato, não tem um mandato atuante, ficar exposto, como eu, como Rogério, como outro”, afirmou.

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O campo da direita enfrenta uma indefinição sobre o nome que será lançado a governador em 2026. Além de Álvaro, o senador Rogério Marinho (PL) e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UNIÃO) também ensaiam possíveis candidaturas. Sobre seu futuro, Valentim disse que ainda não bateu o martelo sobre tentar reeleição ao Senado no ano que vem.

“Eu não decidi, não. A gente tem uma conversa, tem um alinhamento hoje, até não só político, mas de proximidade pessoal com Rogério Marinho. E olha que era um dos caras que eu tinha também certa resistência no passado”, comentou.

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