Custo do hospital da Unimed dispara de R$ 180 milhões para R$ 350 milhões e gestão justifica aumento

O custo do novo hospital da Unimed Natal saltou de R$ 180 milhões para aproximadamente R$ 350 milhões. O candidato à presidência da cooperativa, Ricardo Queiroz, justificou a elevação afirmando que a mudança se deu após uma ampliação do projeto inicial. “Existe o primeiro projeto que era a construção de uma torre que seria o hospital e uma torre que seria de consultórios médicos. Em assembleia, foi decidido um ano depois que, em termos de viabilidade, para termos mais leitos, seriam duas torres de internação.”

Ele afirmou que o aumento de custos não se deve apenas à obra, mas também à aquisição de equipamentos. “Quando a gente fala em R$ 350 milhões do custo, envolve os dois prédios, os equipamentos que estão lá dentro, as ressonâncias, a hemodinâmica.” Ele rebateu críticas sobre superfaturamento, citando uma auditoria da Deloitte. “Foi feita auditoria da Deloitte, uma das quatro maiores do mundo, e no final ela concluiu que nós ficamos de 16% a menos o metro quadrado do que a outra hostagem da mesma região e do Brasil. Além de afirmar que estamos dentro do orçado, somos mais baratos do que o mercado.”

Queiroz afirmou que a Unimed conseguiu economizar em alguns itens por conta da antecipação de compras. “A gente comprou aço, ferro, um pouco antes da pandemia. Isso barateou muito o custo da obra.” Segundo ele, a inauguração da primeira torre, com 220 leitos, está prevista para 14 de março. “Com quatro UTIs, pronto-socorro funcionando em todas as especialidades e parque de imagem aberto.” A segunda torre deve ser aberta três meses depois, totalizando até 400 leitos, dependendo da divisão entre apartamentos e enfermarias.

O financiamento do hospital foi feito por meio de três empréstimos. “Foi feito o primeiro empréstimo para a parte inicial da obra, fundação. Depois, o segundo para o recheio da obra e o terceiro para o equipamento.” Ele afirmou que, dos R$ 350 milhões, R$ 100 milhões já foram pagos. “Entre pedir o empréstimo e cair na conta da Unimed, demorou mais de um ano. Então, usamos recurso próprio para pagar uma parte.”

Questionado sobre o nível de endividamento da cooperativa, Queiroz negou que esteja acima do permitido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Existem dois parâmetros de segurança financeira. A Unimed Brasil apresenta no Conselho de Administração, do qual eu faço parte, mês a mês, como está a situação financeira daquela operadora. Nos itens financeiros, tem grave um, grave dois, regular, bom e ótimo. Estamos há três meses no ótimo e estávamos no bom.”

Ele afirmou que a Unimed Natal possui R$ 90 milhões de provisões técnicas exigidas pela ANS. “Nunca estivemos no nível de chegar ao que eles queriam. Desde 2017, fomos criando esse colchão. Temos hoje R$ 90 milhões de provisões técnicas na ANS para dar suporte à operação.” Segundo ele, a auditoria externa e os relatórios mensais da ANS comprovam que a situação financeira da cooperativa está equilibrada.

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